O Encontro Entre Dois Mundos. Aldivan Teixeira Torres

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O Encontro Entre Dois Mundos - Aldivan Teixeira Torres

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Quando finalizar a primeira etapa, você será orientado melhor sobre isso. Quanto ao desempenho de vocês, não estão deixando a desejar, a vossa experiência o ajudou muito. Mas é ainda cedo para comemorar pois os desafios ficarão cada vez maiores e exigirão muito desempenho e raciocínio da parte dos dois. Bom, agora, devo comunicá-los que passarão o dia comigo e juntos desenvolveremos a co-visão, no caso do vidente, com Renato tendo uma conversa particular e pessoal comigo para que eu possa orientá-lo sobre algumas coisas. (Explicou Angel)

      —Entendi. Ficou bastante claro para mim. Quando partiremos? (Eu)

      —Depois de terminarmos o café. Mas não nos preocupemos com trabalho agora. Vamos nos deliciar, pois está muito bom o rango que prepararam. Quem cozinhou? Está de parabéns. (O anfitrião)

      —Fui eu. O vidente só sabe fazer ovo frito. Quanto a nossa conversa, vai ser muito séria? Pensei que a guardiã já tinha me preparado. (Renato)

      —Calma. Você é muito sábio, mas precisa de orientação. Confie em mim e vai dar tudo certo. (Asseverou Angel)

      —Este menino e suas gracinhas.Eu sei cozinhar sim. Eu te orientei o tempo todo. Olhando a receita, sei fazer sim. (Protestei, o vidente)

      Todos riem com minha declaração e a conversa continua a girar sobre vários assuntos. Quando terminamos de comer, lavamos os pratos, limpamos a sujeira da cozinha, vamos nos vestir e arrumar algumas coisas para levar no caminho. Com tudo pronto, saímos de casa e já fora procuramos a trilha mais segura e próxima em direção ao grande centro da floresta do sítio. Que novas experiências e aventuras nos esperavam? Continuem acompanhando, leitores.

      Rapidamente, conseguimos achar uma trilha.Com passos firmes e seguros, começamos a caminhar nela. O momento atual é de ansiedade e expectativa apesar de tantas emoções já vividas nesta e em aventuras anteriores. O que seria do nosso projeto, da nossa dupla que até agora se mostrava incrível? Poderíamos fracassar? Esta era uma possibilidade apesar de não trabalharmos com ela pois nosso pensamento era sempre de otimismo, de autoconfiança mas também de precaução. Estávamos dispostos a enfrentar qualquer obstáculo.

      Com isto em mente, continuamos seguindo em frente por cerca de trinta minutos resolvendo parar um pouco. A pausa nos dá a oportunidade de nos hidratar e de comer um lanche. Angel senta no chão, pede que façamos o mesmo e começa a nos ensinar.

      —Estão sentindo? A natureza grita constantemente pedindo ajuda, dando orientações,ensinando,aprendendo mas muitas vezes estamos tão imersos em nossas preocupações que nos negamos a escutá-la. Eu perdi muitas oportunidades da minha vida por causa disso. Até que certo dia, com a experiência, entendi o processo e ajudei alguém a se encontrar um pouco mais.

      —Eu tive uma experiência parecida na Montanha do Ororubá.Foi através da meditação que descobri um pouco do meu potencial, mas sinto que ainda não me desenvolvi completamente. (Confessei)

      —Eu nasci e me criei na mata. Conheço tudo na montanha do Ororubá.Mas como minha parte espiritual não é aguçada, não percebo nada além dos barulhos dos seres. (Renato)

      —É compreensível. Vocês são ainda muito jovens. A fim de crescerem, peço a partir de agora um verdadeiro trabalho de equipe. Chega de individualismo e vaidades. O sucesso se vier será responsabilidade dos dois. (Orienta Angel)

      —Tudo bem, mestre. (Respondemos em coro)

      —Primeiramente, respeitem seus limites. Se tiverem em dúvida, não arrisquem. Lembrem-se que não super-heróis, que o caminho ainda não está traçado, e que é melhor um pássaro na mão do que dois voando. Agindo assim, estarão livres da influência das mentes negativas e das surpresas da vida. Tudo tem seu momento certo. (Angel)

      —Como saberemos reconhecer este momento certo? (Eu quis saber)

      —Eu participarei? (Renato)

      —Não se preocupem com isso agora. A vida mostra. Foi assim comigo quando me assumi. O importante é não desperdiçar as oportunidades. Olha Renato, só sua presença soma. É claro que ocorrerá sua participação. Não será diferente das outras vezes. (Assegurou Angel)

      —Tudo bem. De nossa parte, não faltará empenho, entrega, dedicação, fé no universo e no destino. Não é mesmo, Renato? (Eu)

      —Sim, companheiro. Sempre juntos— Respondeu ele.

      Depois desta breve observação, nós três nos abraçamos e reafirmamos nosso compromisso de entretenimento, de trabalho e evolução contínua. Quando tudo terminasse, lembraríamos destes momentos únicos e maravilhosos, especialmente importantes para minha carreira na literatura. Continuaríamos com a saga do vidente para o bem do mundo e nosso também.

      O tempo passa um pouco. O momento do abraço termina, nos levantamos e decidimos continuar o trajeto que ainda estava no começo e prometia novidades. Seguimos em frente avançando na trilha. Nossos passos nos levam a conhecer novas e lindas paisagens, desfrutar o ar puro do campo completamente, encontrar animais e novas pessoas, viver momentos de ansiedade e expectativa, apesar de tudo estar caminhando bem. Com um pouco mais de tempo, avançamos mais e já atingimos um terço do trajeto percorrido. O feito nos faz feliz e agita mais nossas emoções. O que aconteceria? Dentro de algum tempo saberíamos e provavelmente teríamos que tomar decisões importantes e definitivas. Contudo, tudo valia a pena em prol do sonho maior.

      Alguns passos depois, nos sentimos cansados e resolvemos fazer uma pausa rápida. Sentamos no chão duro, nos hidratamos, conversamos um pouco. No momento atual, nosso pensamento está voltado completamente para o objetivo e tentamos tirar algumas informações importantes de nosso mestre. Ele ri, desconversa e manda nós relaxarmos. Isto nos irrita um pouco. Será que ele não sabia o quanto era decisivo aqueles momentos para nós? Caso fracassássemos, jogaríamos todas as ilusões fora e viveríamos uma vida sem graça e cheia de sofrimentos. Seríamos punidos pelo universo que nos proporcionou o dom. Mas ele devia ter suas razões e cabia a nós acolher, respeitar e segui-lo sem mais perguntas.

      Certo disso, quando estamos recuperados, nos levantamos e voltamos a caminhar. Seguimos pela mesma trilha, continuamos a enfrentar garranchos, espinhos, bichos venenosos embalados pelos sons da mata. Em dado momento, Angel puxa conversa.

      —Que bom tê-los aqui comigo. Dois jovens cheios de sonhos que estão me fazendo reviver uma parte da minha juventude e me dando a oportunidade de repassar alguns conhecimentos que a vida me deu. Muito obrigado. (Angel)

      —Nós é que agradecemos. Pela disponibilidade, paciência, pelas orientações. Sabe, tudo está sendo muito proveitoso. (Afirmei)

      —Isto. Tudo está valendo a pena e o mais importante de conservarmos é a sua amizade. O admiramos muito. (Renato)

      Dito isto, lágrimas rolam pelo rosto de Angel mostrando a sinceridade dos seus sentimentos. Diante de nós estava um homem que junto com meu avô transpassaram barreiras numa época atrasada e repleta de preconceitos. Era um herói de verdade que tivemos a sorte de conhecer. No momento seguinte, ele nos abraça, a emoção continua por mais um tempo e quando ele se recupera, retoma o diálogo.

      —Muito bem. Esquecemos um pouco o passado e nos concentremos nos presente. Estão dispostos mesmo a continuar, a arriscar sem temer as consequências?

      —Sim. (respondemos em coro)

      —Pois bem. Este era o momento para desistir ou continuar. Como vocês escolheram a segunda opção,

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