Traída . Морган Райс

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Traída  - Морган Райс Memórias de um Vampiro

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sente que sua punição é iminente. Ela está pronta para aceitá-la. Ela se prende rapidamente à lembrança da imagem de Sam, e ao fato de que eles absolutamente não poderiam matá-la. Eles nunca conseguiriam fazer isso. Haveria  uma vida após esta, algum tipo de vida, e Sam faria parte dela.

      "Eu tenho um castigo muito especial reservado para você: EU," diz Rexius lentamente, abrindo lentamente um sorriso.

      Samantha ouve as grandes portas duplas abrirem atrás dela, e se vira para ver. Seu coração se aperta.

      Sendo arrastado por dois vampiros, acorrentado pelos pés e mãos, está Sam.

      Eles o haviam encontrado.

      Ele está amordaçado, e por mais que se contorça e tente fazer barulho, ele não consegue. Seus olhos se arregalam em estado de choque e medo. Eles o arrastam para um lado da sala, chacoalhando suas correntes, e o seguram com força, obrigando-o a assistir.

      "Parece que você não perdeu apenas a Espada, mas também desenvolveu afeto por um ser humano, apesar de todas as regras da nossa corrida", fala Rexius. "O seu castigo Samantha, será ver sofrer aquilo que você mais valoriza. Vejo que o que é mais importante para você não é seu próprio bem estar. É este garoto. Este patético, jovem rapaz humano. Muito bem," diz ele, encostando mais perto, com um sorriso nos lábios. "Então é assim que você será punida. Vamos submeter esse garoto a dores terríveis."

      O coração de Samantha bate acelerado dentro de seu peito. Isso é algo que ela não havia previsto, uma coisa que ela não pode permitir que aconteça, custe o que custar.

      Ela entra em ação, saltando na direção dos servos de Sam. Ela consegue chegar até um deles, chutando-lhe com força no peito. Ele é arremessado para trás.

      Mas antes que ela possa atacar o outro, vários vampiros partem para cima dela, pegando ela, imobilizando-a. Ela luta com todas suas forças, mas há muitos deles, e ela não tem a mesma força que todos aqueles vampiros juntos.

      Ela assiste impotente enquanto vários vampiros arrastam Sam pra frente, em direção ao centro da sala. Eles o posicionam no local, o local exato reservado para aqueles submetidos ao tratamento com ácido iórico. Em um vampiro, o castigo seria indescritivelmente doloroso. Ele marcava para toda a vida.

      Em um ser humano, no entanto, a dor seria incalculável, e o castigo significaria uma morte certa e horrível. Eles estavam levando Sam para sua execução. E a estavam forçando a assistir.

      Com um sorriso ainda mais amplo, Rexius acompanha enquanto Sam é acorrentado ao local. Com o consentimento de Rexius, um dos servos remove a mordaça de sua boca.

      Sam imediatamente procura por Samantha, com medo em seus olhos.

      "Samantha!" ele grita, "Por favor! Salve-me!".

      Samantha não consegue evitar, e cai no choro. Não há nada, absolutamente nada que ela possa fazer.

      Seis vampiros entram empurrando um enorme caldeirão de ferro borbulhante, colocado em cima de uma escada. Eles a posicionam corretamente, bem acima da cabeça de Sam.

      Sam olha para cima.

      E a última coisa que ele vê é o líquido que sai do caldeirão, borbulhante e chiando, em direção ao seu rosto.

      QUATRO

      Caitlin esta correndo. O campo de flores alcança sua cintura, e enquanto ela corre, abre um caminho entre elas. O sol, vermelho-sangue, assemelha-se a uma enorme bola no horizonte.

      Em pé de costas para o sol, bem no horizonte, está seu pai. Ou, pelo menos, a sua silhueta. Seus traços estão irreconhecíveis, mas ela sabe que é ele.

      Enquanto ela corre, desesperada para finalmente vê-lo, abraçá-lo, o sol se esconde rapidamente, rápido até demais. Tudo acontece muito rápido, e dentro de poucos segundos, o sol desaparece completamente.

      Ela se vê correndo através do campo no meio da noite. Seu pai ainda esta lá, esperando por ela. Ela sente que ele gostaria que ela a corresse mais rápido, que ele gostaria de abraçá-la. Mas suas pernas não conseguem correr tão rápido, e não importa o quanto ela corra, ele parece apenas distanciar-se ainda mais.

      Enquanto ela corre, uma lua surge de repente no horizonte – uma enorme lua vermelho-sangue, que preenche todo o céu. Caitlin pode enxergar todos os detalhes dela, os vales, as crateras. É tudo muito claro. O pai permanece em pé, uma silhueta contra a lua, e enquanto ela tenta correr mais rápido, é como se ela estivesse em direção à própria lua.

      Mas não esta dando certo. De repente, suas pernas e pés não estão mais se movendo. Ela olha para baixo, e vê que as flores estão torcidas em torno dos suas pernas e tornozelos, e estão se transformando em videiras. Elas estão tão grossas e fortes, que logo ela não pode mais movê-las.

      Enquanto ela assiste, uma enorme cobra rasteja em sua direção através do campo. Ela tenta lutar, tenta fugir, mas está impotente. Tudo o que pode fazer é assistir enquanto ela se aproxima. Conforme ela chega mais perto, a cobra salta no ar, investindo contra sua garganta. Ela vira, gritando, e sente suas longas presas atravessarem a sua garganta. A dor é insuportável.

      Caitlin acorda sobressaltada, sentando-se na cama com a respiração ofegante. Ela alcança sua garganta, e sente duas pequenas cicatrizes. Por um momento, ela confunde sonho com realidade, vasculhando seu quarto atrás de uma serpente. Não há nada.

      Ela esfrega a garganta. A ferida ainda dói, mas não tanto quanto no sonho. Ela respira profundamente.

      Caitlin está suando frio, seu coração ainda acelerado. Ela enxuga o rosto massageando as têmporas, e sente seu cabelo molhado e gelado, pregado em seu corpo. Quanto tempo tinha se passado desde a última vez que havia tomado banho? Lavado seu cabelo? Ela não consegue se lembrar. Por quanto tempo ela tinha ficado deitada ali? E onde, exatamente, ela estava?

      Caitlin olha tudo ao seu redor.

      É o mesmo lugar que ela havia visto antes – seria em um sonho, ou ela já tinha estado ali, acordada, em algum momento do passado? O quarto era inteiramente feito de pedra, e tinha uma janela alta e arqueada através da qual era possível ver o céu, e a enorme lua cheia com sua luz iluminando o local.

      Ela se senta na beira da cama esfregando a testa, esforçando-se para lembrar. Ao se movimentar, ela é tomada por uma terrível dor no lado direito de seu corpo. Procurando a origem da dor, seus dedos tocam uma ferida em cicatrização. Ela tenta se lembrar de onde havia se ferido. Será que alguém a tinha atacado?

      Caitlin tenta se concentrar e, devagar, os detalhes do que havia acontecido ressurgem. Boston. A Freedom Trail. King's Chapel. A Espada. Então… sendo atacada. Em depois,…

      Caleb. Ele estava lá, olhando para ela. Percebendo que estava perdendo os sentidos, ela tinha lhe pedido. Me transforme, havia implorado.…

      Caitlin leva as mãos ao pescoço, sentindo as duas marcas no lado da garganta, e tem certeza que ele a tinha atendido.

      Isso explicava tudo. Caitlin se levanta assustada com essa realização. Ela havia sido transformada. E tinha sido levada a algum lugar, provavelmente para se recuperar, e provavelmente sob o olhar vigilante Caleb. Ela mexe os braços e as pernas, virando o pescoço, testando seu corpo…

      Ela está diferente, disso ela tem certeza. Ela não se sente mais como ela mesma. Ela

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