A Esposa Perfeita . Блейк Пирс

Чтение книги онлайн.

Читать онлайн книгу A Esposa Perfeita - Блейк Пирс страница 4

A Esposa Perfeita  - Блейк Пирс Um Thriller Psicológico De Jessie Hunt

Скачать книгу

mas não por ter faltado ao encontro, acho eu. De qualquer forma, na minha opinião ela se deu bem em se livrar daquele cara. Nós terminámos no primeiro ano, mas voltamos a namorar quando eramos veteranos. Depois namoramos durante um ano e, depois, fomos morar juntos. Ao fim de um ano de morarmos juntos ficamos noivos. Nos casamos dez meses depois. Vamos fazer dois anos de felicidade conjugal em outubro.”

      “Então vocês são namorados de faculdade. Isso é tão romântico.”

      “Sim, é isso”, disse Kyle. “Mas demorou um pouco para conquistar Jessie. E eu tinha que estar sempre a afastar a concorrência. Como você pode imaginar, praticamente todos os caras que viam ela ficavam imediatamente apaixonados pela menina Jessica Hunt. E isso é só de olhar para ela. Depois de conhecer ela, você fica ainda mais obcecado.”

      “Kyle”, Jessie disse, com seu rosto a ficar corado. “Você está me envergonhando. Guarde alguma coisa para outubro.”

      “Sabem”, disse Kimberly com um sorriso, “acabei de me lembrar que preciso de ir buscar meus filhos agora. E, de repente, sinto que estou interrompendo o plano de um casal feliz para batizar sua nova casa. Por isso, eu me vou embora. Mas prometo apresentar vocês por aí. Nós temos um bairro muito amigável. Todos se conhecem. Temos churrascos de rua semanais. As crianças dormem em casa dos amigos muitas vezes. Todo o mundo pertence ao clube náutico local, mesmo que não tenha um barco. Assim que estiverem instalados, vocês vão descobrir que este é um ótimo lugar para viver.”

      “Obrigado, Kimberly”, disse Kyle, caminhando para a porta. “Estamos ansiosos para conhecer todo o mundo. E muito obrigado pelos brownies.”

      Depois de ela sair, ele fechou a porta e fez questão em trancar ela.

      “Ela pareceu simpática”, ele disse. “Espero que todos sejam assim.”

      “Sim, eu gostei dela”, concordou Jessie. “Ela foi um pouco intrometida, mas talvez as pessoas sejam assim aqui no sul. Acho que devia me acostumar a já não ter mais privacidade.”

      “Vai ser uma adaptação”, Kyle concordou. “Mas acho que a longo prazo, vamos preferir conhecer os nomes dos nossos vizinhos e poder deixar nossas portas destrancadas.”

      “Eu notei que você trancou ela agora mesmo, porém”, Jessie salientou.

      “Isso é porque eu estava pensando sobre o que Kimberly disse em relação ao batismo da nova casa”, disse ele enquanto se aproximava dela, tirando sua segunda camisa em dez minutos. “E eu não gosto de nenhuma interrupção quando estou batizando”.

      *

      Mais tarde naquela noite, Jessie estava deitada na cama olhando para o teto com um sorriso no rosto.

      “A este ritmo, teremos esses quartos extras preenchidos num instante”, disse Kyle, aparentemente lendo seus pensamentos.

      “Duvido que consigamos manter este ritmo quando você começar a trabalhar no escritório e eu iniciar meu novo semestre.”

      “Estou disposto a encarar de frente se você estiver”, disse ele, suspirando profundamente. Ela pôde sentir todo seu corpo a relaxar ao lado dela.

      “Você não está minimamente nervoso?” ela perguntou.

      “Com o quê?”

      “Com tudo isto - maior salário, nova cidade, nova casa, novo estilo de vida, novas pessoas, tudo novo.”

      “Não é tudo novo”, ele lembrou. “Você já conhece o Teddy e a Melanie.”

      “Eu estive com Teddy três vezes e com Melanie uma. Eu mal conheço ele e apenas me lembro dela vagamente. Só porque seu melhor amigo do colégio mora a poucos quarteirões, não significa que, de repente, eu esteja confortável com nossa nova vida.”

      Ela sabia que estava arranjando uma discussão, mas não conseguiu se conter. Kyle não mordeu o isco. Em vez disso, ele rolou e se virou para ela, passando um dedo levemente ao longo de seu ombro direito, ao lado da longa cicatriz rosada em forma de lua, com cinco polegadas de comprimento e que ia desde seu braço até a base de seu pescoço.

      “Eu sei que você está apreensiva”, disse ele ternamente. “E você tem todos os motivos para estar. Tudo é novo. E eu sei que isso pode ser assustador. Não consigo te dizer o quanto eu aprecio o sacrifício que você está fazendo.”

      “Eu sei que vai valer a pena”, disse ela, suavizando. “Mas é muita coisa ao mesmo tempo.”

      “É por isso que encontrarmos com Teddy e Mel amanhã vai ajudar. Nós vamos restabelecer essa relação e então teremos pessoas na vizinhança com quem nos darmos quando nos estabelecermos. Até mesmo conhecer duas pessoas facilitará a transição.”

      Ele bocejou profundamente e Jessie entendeu que ele estava prestes a adormecer. Esse grande bocejo normalmente significava que ele estaria dormindo em sessenta segundos ou menos.

      “Eu sei que você tem razão”, disse ela, determinada a terminar a noite com uma boa nota. “Tenho certeza que vai ser ótimo.”

      “Vai ser”, Kyle concordou preguiçosamente. “Eu te amo.”

      “Eu também te amo”, disse Jessie, sem ter a certeza se ele a ouvira antes de adormecer.

      Ela escutava suas respirações profundas, tentando que elas a ajudassem a dormir. O silêncio era inquietante. Ela estava acostumada aos sons reconfortantes do centro da cidade enquanto adormecia.

      Ela sentia falta das buzinas dos carros lá em baixo na rua, dos gritos dos bancários bêbados a ecoarem entre os arranha-céus quando saíam dos bares, do som dos apitos dos caminhões a fazerem marcha-ré. Eles haviam servido como seu ruído branco durante anos. Agora, tudo o que ela tinha para os substituir era o zumbido suave do filtro de ar no canto do quarto.

      De vez em quando, ela pensava ouvir um rangido distante. A casa tinha mais de trinta anos, portanto era de se esperar algum ajuste ocasional. Ela tentou fazer uma série de respirações profundas e relaxantes, tanto para abafar outros sons como para relaxar. Mas um pensamento continuava a incomodá-la.

      Você tem certeza de que será ótimo por aqui?

      Ela passou a hora seguinte com sua dúvida, a afastando culposamente para longe, antes de finalmente ceder ao cansaço e se acomodar num sono intermitente.

      CAPÍTULO DOIS

      Apesar dos gritos intermináveis, Jessie tentava lutar contra a dor de cabeça que mordiscava as bordas de seu crânio. Daughton, o doce, mas incrivelmente barulhento, filho de três anos de idade de Edward e Melanie Carlisle, havia passado os últimos vinte minutos jogando um jogo chamado Explosão, que consistia basicamente em ele gritar 'boom!' o tempo todo.

      Nem Melanie ('chama-me Mel') nem Edward ('Teddy' para os amigos) pareciam incomodados com os gritos intermitentes, e, por isso, Jessie e Kyle agiam como se fosse normal também. Eles estavam sentados na sala de estar dos Carlisle, colocando os assuntos em dia, antes de uma caminhada planejada até ao porto para um brunch. Os Carlisles moravam a apenas três quarteirões de lá.

      Kyle e Teddy tinham ficado conversando lá fora na última

Скачать книгу