Desejo Mortal. Amy Blankenship

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Desejo Mortal - Amy Blankenship Laços De Sangue

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olhos de Gypsy iluminaram-se e ela sorriu para ele, ansiosa pelo seu primeiro dia de volta à atividade. Ela estava um pouco mais do que curiosa sobre como conseguiria convidar para sua loja seus clientes não-humanos, um de cada vez, quando entrassem em contato com a barreira criada por ela. Também ia ser divertido quando alguém que ela conhecera durante anos tentasse entrar e não conseguisse… revelando-se como um paranormal. Seja como for… o dia de hoje seria muito esclarecedor.

      "Bem, isso deve revelar-se interessante. Estou feliz pelo fato de que os humanos normais podem entrar sem serem convidados ou então eu teria que ficar de pé na porta o dia todo como um anfitrião em Wal-Mart. "Bom dia! Por favor, você não quer entrar?" ela deu uma risada enquanto fazia um gesto de convite com a mão, fazendo brotar em Nick um sorriso malicioso.

      Gypsy olhou para Ren por cima do ombro: “Vocês dois combinam bem agora”. Ela subiu rapidamente as escadas antes que Ren pudesse dizer qualquer coisa para impedi-la.

      Os lábios de Nick se contraíram, mas ele também não disse nada, visto que Ren agora estava franzindo a testa de forma inquietante. Enfiando ainda mais as mãos no bolso, ele seguiu Gypsy no andar de cima para que ele pudesse pendurar a placa de Halloween que havia preparado. A maior parte pensaria que era apenas uma decoração de Halloween, mas simplesmente estava escrito: “Todos os Paranormais Devem Pedir Permissão antes de Entrar". Ele pretendia colocá-la na porta bem na altura dos olhos para que ela não passasse despercebida.

      Ren esfregou o queixo enquanto olhava cuidadosamente para a porta do banheiro. Ele estivera certo em achar que Lacey tinha usado um spritzer de máscara aromatizada quando ela invadira o local na noite anterior. Agora que ela tinha lavado tudo aquilo durante o banho, ele poderia cheirá-la. A utilidade desse pequeno poder estava se revelando nele provavelmente a partir do jovem apaixonado que acabara de seguir Gypsy no andar de cima.

      Ele podia sentir o cheiro do medo que tomava conta dela agora, juntamente com o som de sua respiração rápida, enquanto ela se apressava para se vestir. Ela havia mentido para ele novamente. Tudo o que ela tinha visto naquele espelho realmente a havia assustado e ele estava bem consciente de que não adiantaria nada perguntar a ela. Foi quando ele decidiu que isso já era o suficiente.

      Tirando o telefone móvel, Ren discou mentalmente o número de Storm e aguardou, sorrindo quando ele ficou preso no meio do primeiro algarismo.

      "Vou ver se consigo impedir Zachary por você", disse Storm e desligou abruptamente, antes de Ren pudesse ouvir uma palavra distorcida. Nem se sentiu intimidado quando os outros dois homens imediatamente apareceram com ele na sala de estar de Gypsy.

      "Que diabos, Storm", queixou-se de Zachary enquanto ensacava a camisa desabotoada novamente nas calças. Ele ia ter uma conversa com o Time Walker sobre ficar entrando e saindo de seu quarto daquele jeito. Já era ruim o suficiente que Nighthawk tinha o hábito de promover essa pequena façanha. "Eu estava no meio de algo muito importante como você podia ver perfeitamente bem”.

      "Isso não vai demorar mais que um minuto", disse Ren e sorriu maliciosamente, sabendo exatamente em que Zachary estivera metido. Ele conhecia o senso de humor de Storm bem o bastante para saber que, da forma como Time Walker via isso… o tempo era tudo.

      Ele tirou os óculos escuros e enfiou-os no bolso, sabendo que, por um momento, ele teria que olhar Lacey diretamente nos olhos enquanto estivesse usando o poder da Fênix.

      Lacey terminou de vestir-se, evitando o espelho tanto quanto possível, enquanto resmungava silenciosamente consigo mesma. Por que diabos aquele cara insistia em vir salvá-la?… ela estava bem muito, obrigada. Claro, ela tivera seus momentos de ficar descontrolada de tanto medo, mas nada que com que ela não conseguisse lidar. Sua irritação drenou sua razão agora que os demônios a haviam encontrado, ela não estaria viva por tempo suficiente até mesmo para ficar com ele.

      Ela fechou o baú e empurrou-o para o canto, antes de contornar a parede para que ela pudesse ficar fora do reflexo do espelho no trajeto em direção à porta.

      O sorriso de Ren tornou-se descaradamente maligno quando a maçaneta começou a girar e ele teleportou-se diretamente na frente da porta do banheiro. Ele não permitiu que ela desse mais que um passo, antes de estirar o braço rapidamente para tocar na testa e, simultaneamente, apoiar a parte de trás da cabeça dela com a outra mão para mantê-la imóvel.

      Inclinando a cabeça dela para cima, ele se inclinou para frente e travou seu olhar de mercúrio junto com a dela.

      Lacey separou os lábios para gritar com ele, mas de repente sua voz falhou quando ela viu as chamas escuras surgirem em seus lindos olhos prateados. Em um instante, lembranças detalhadas do ano anterior começaram a percorrer sua mente de forma tão rápida que ela mal conseguia acompanhá-los. A avalanche de emoções que seguiram as visões a oprimiram.

      Com medo do que estava acontecendo, ela tentou se desvencilhar da forte pegada de Ren mas, com a mente quase sobrecarregando, seu corpo ficou anestesiado e ela não conseguia mover-se.

      Ren mantinha Lacey imobilizada enquanto uma profusão de lembranças inundava sua mente, permitindo que ele visse tudo e até mesmo experimentasse algumas das emoções que as acompanhavam. Era pura teimosia que evitava que ele caísse de joelhos com o impacto. Ele absorveu tudo, desde o momento em que ela conhecera Vincent até a visão da criatura atravessando o espelho do banheiro para alcançá-la.

      Ele respirou profundamente pelo nariz, vendo os momentos íntimos entre Vincent e ela, e sentiu um ciúme quase ofuscante tingido de ódio pelo homem que a havia colocado nesta perigosa situação. Como ele ousa tocá-la tão suavemente, depois de mostrar tal desrespeito pela vida dela?

      Tendo visto o suficiente, Ren soltou-a com um rosnado extremo que foi imediatamente seguido por um estalo ruidoso que ecoou na sala silenciosa. A cabeça dele pendeu para o lado quando a palma da mão da moça bateu na lateral de seu rosto e ele sabia que merecia isso, mas não havia nenhuma maldita maneira para que ele pedisse desculpas pela invasão.

      "Como você se atreve a fazer isso comigo, seu idiota?", Lacey enfureceu-se em silêncio. Vendo as chamas escuras lentamente desaparecerem do campo de visão de seus olhos prateados, ela sabia, sem dúvida, que ele observara as memórias junto com ela. "Quem diabos você pensa que é ao invadir meus pensamentos privados dessa forma?"

      "Sim, essa é a reação que eu normalmente tenho", concluiu Zachary com um grande sorriso malicioso no rosto.

      Lacey espreitou em torno de Ren para ver quem tinha falado, mas só capturou uma visão fugaz de dois outros homens enquanto eles desapareciam no ar rarefeito.

      "Por quê?", exigiu Lacey, desconsiderando completamente o fato de que ela tinha visto alguém teleportar-se para fora dali, como se eles tivessem sido enviados até a nave mãe. Isso não a abalou nem a metade do fato de que o homem na frente dela tinha roubado todos os seus segredos. "E você tem a coragem de me chamar de ladrão?"

      Ren olhou para ela com uma expressão impassível: “Você não teria me contado nada de outra maneira e, se você se lembrar corretamente… eu fui legal o bastante para perguntar várias vezes. Você não me deixou nenhuma escolha, além de procurar

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